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10/04/2019 - Diretora do IACe participa de seminário sobre comunidades Quilombolas

A diretora administrativo financeira do Instituto Agropolos do Ceará (IACe), Delanny Pinheiro, participou, na manhã de hoje (10/04), do seminário Mapeamento das Comunidades Quilombolas do Ceará, que é uma realização da Associação Comunidade Remanescente Quilombola de Porteiras em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e com o Instituto Agropolos do Ceará (IACe).

Para a diretora,  oferecer suporte às comunidades Quilombolas significa fortalecer a identidade cultural e viabilizar possibilidades de desenvolvimento. “Todos nós temos que nos unir para defender o direito a fé e o direito ao respeito da cultura. Dessa forma, também conseguimos participação das comunidades em políticas públicas, garantindo a voz e a força fundamentais para que cada comunidade seja valorizada”, destacou .

O evento, que reúne 87 comunidades quilombolas distribuídas nas localidades de do Cariri, Vale do Jaguaribe, Sertão Central, Sertão dos Inhamuns, Sertão de Canindé, Sertão de Crateús, Maciço de Baturité, Litoral Leste, Metropolitana, Litoral Oeste, Vale do Curu, Litoral Norte e Serra da Ibiapaba, está beneficiando um total de 5,6 famílias.

 

De acordo com Andreia Leite, coordenadora financeira da Associação Comunidade Remanescente Quilombola de Porteiras que está gerindo o projeto, “o mapeamento significa a principal conquista de todas as comunidades quilombolas do Ceará porque apresenta uma pesquisa sobre a realidade de cada comunidade, identificando dificuldades e capacidades para que as soluções sejam trabalhadas”. Já a presidente da associação, Ediana Oliveira, destaca que, a partir do mapeamento, políticas públicas poderão ser pleiteadas para o desenvolvimento das comunidades.

Expectativa da formalidade

Integrante da comunidade de Alto Alegre situada em Horizonte, Marleide Nascimento, que tem 33 anos, fala sobre o mapeamento realizado na sua região. “Nada sobre nós sem nós, costumamos dizer isso para que a sociedade entenda a importância de que nós estejamos diretamente envolvidos nas nossas conquistas. E foi o que aconteceu aqui. Agora temos esperança de conseguir políticas públicas. Estamos com muita expectativa e felizes com o respaldo de comunidade reconhecida e formalizada”.

Com apenas 22 anos, Talita Batista participa da presidência da comunidade porteiras, situada em Caucaia, e estuda pedagogia. Agora, com o mapeamento, a jovem espera que essa conquista viabilize fortalecimento para que os integrantes da comunidade possam aprimorar capacidades. “Nós precisamos de suporte para permanecer no local em que vivemos. Futuramente, pretendo trabalhar em uma escola na minha comunidade. E queremos fazer com que o nosso povo produza tudo que necessita por lá”, destacou.

ASCOM Instituto Agropolos do Ceará.    

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