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09/06/2021 - Produção de álcool é um marco histórico da Fábrica Escola

Há mais de um ano, a rotina de muitas empresas e organizações mudou. Uma verdadeira transformação que também interferiu na produção da Fábrica Escola de Processamento de Cana-de-açúcar do Cariri, equipamento do Governo do Estado, situado em Barbalha, que conta com a administração do Instituto Agropolos do Ceará (IACe).

O equipamento, que antes produzia cachaça, rapadura, açúcar mascavo e melado de cana, voltou todos os esforços para a produção do álcool liquido 70%, contribuindo assim com o enfrento da pandemia da Covid-19.

À frente do processo foi o técnico Alexandre Cortez, responsável pelo equipamento, explica todas as mudanças no equipamento!

 O que mudou na Fábrica Escola após um ano de pandemia?

Além dos produtos que já produzíamos, passamos a fabricar o álcool 70%. A ideia surgiu bem no início da pandemia da Covid-19, quando a oferta do álcool 70% não era suficiente e, por isso, inflacionava nas araras dos mercados. Percebemos ali a oportunidade de contribuir com aquele momento crítico por meio da produção do álcool líquido. E foi o que fizemos no final de março de 2019, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota técnica liberando a produção para doação.

Foi aí que procuramos a Universidade Regional do Cariri, que cedeu laboratório de química e o farmacêutico para desenvolver o produto, que logo passou a ser doado em instituições de saúde, lares de idosos, abrigos de crianças com câncer e três hospitais públicos da região. Mais de 40 instituições foram beneficiadas.

Neste período, como ficaram os cursos e capacitações?

No início da pandemia, já havíamos cumprido toda a agenda de cursos e capacitações. Depois, chegamos a pensar em realizar algumas ações online. Mas, percebemos que não conseguiríamos chegar ao nosso público alvo, que são, em maioria, agricultores. E nos dedicamos a desenvolver ferramentas para viabilizar suporte tecnológico para os trabalhadores rurais. Eles são os principais agentes transformadores no resgate da cultura da cana aqui no Cariri.

Em 2017, o equipamento iniciou a plantação de cana. O que mudou a partir daí?

Nós conseguimos uma melhora no padrão genético da cana cultivada no Cariri, através das novas variedades RB579 e 7515, que possuem alto índice de produtividade e adaptabilidade à região. A partir disso, produzimos mudas e hastes de cana, que foram distribuídas com os agricultores familiares do Cariri e do Centro Sul.

Com a suspensão das aulas e a diminuição do fluxo de turistas, como andam as visitas ao equipamento?

Hoje, o cariri atravessa o pico da pandemia. Continuamos com medidas restritivas e estamos em lockdown. A produção de rapadura e derivados está suspensa. Com a suspensão de cursos e visitas, estamos trabalhando com equipe reduzida na manutenção do cultivo canavial. Mas estamos aguardando para retomarmos a produção logo que os impactos da pandemia e o avanço na vacinação sinalizarem melhora no cotidiano o da população.

Qual a importância de reinventar a Fábrica Escola?

A Fábrica Escola demonstrou ser um equipamento de formação profissional e de utilidade pública. Com a produção de álcool, contribuímos para esse momento tão difícil. Sem dúvidas, um marco histórico para o equipamento.

E nós esperamos continuar transformando vidas com formação profissional e comprometimento social, oportunizando a inserção das pessoas no campo e na cidade, e contribuindo para o resgate da cultura agrícola da região do Cariri.

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